Denison Rafael

Denison Rafael
Imagem retirada de: ranchocarne.org

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

DO UNO A LAJE





É muito interessante que, devido aos diversos acontecimentos que nos surpreendem no singular cotidiano de meros mortais felizes em busca do elo perdido, as coisas “espetaculares” nos deixam muitas vezes atônitos, sejam estas situações jocosas ou simplesmente algo sem sentido. O fato é que a vida nos apresenta várias facetas e nós passamos a encará-la de acordo com nossa personalidade.
Dessa forma, o diálogo tornou-se a forma mais incrível de ser chegar a lugares inesperados. Não simplesmente por meras palavras, mas porque os indivíduos passam a interagir de maneira tal que a finalidade última é o divertimento. Este final de semana é exemplo bem peculiar disso.
Sexta-feira, um dia nublado, há estrelas brilhantes e reluzentes no céu, gotículas de água caem do imenso mar azul-escuro que temos acima de nós. Um dia ultra divertido (rs) no qual eu, em casa literalmente sozinho, deitado na cama prestes a iniciar a leitura do “Caçador de Pipas” que tento terminar tem quase um mês (rs), recebi um convite para ir a um arraial perto de “não sei onde” promovido “por não sei quem”. Prontamente atendi ao pedido, apesar de ficar muito pensativo por trocar uma bela sexta-feira a noite sozinho em casa; foi muito difícil aceitar o pedido (hauahuhauhau). Assim, fui àquele local e, após 15 minutos naquele arraial, fomos à casa de uma amiga que apesar de não mora em um jardim, é uma bela Rosa. Todos fomos apresentados à família dela e, assim adentramos o seu lar para jogar um game que é genérico do UNO. Um jogo de cartas. Não sei o nome do jogo, mas sei que rima com “chorinho” (hihihihihi). Jogamos muito, apesar de eu perder todas as partidas. Assim minha noite chega ao fim, porém nada melhor que um dia após o outro. No sábado tudo se repete, fomos à festa dos estados, vimos algumas cenas interessantes, alguns indivíduos peculiares e uma pequena Bit cantando maravilhosamente bem. Todos se dirigem à praça das águas e depois a orla. Algumas conversas jogadas fora, outras aproveitadas. Apenas um dia normal. O domingo aproximou-se como uma bela morena sorridente, linda e charmosa; seu encanto era embalado por uma maravilhosa noite chuvosa que ocasionou num despertar às 10 horas da manhã, ou seja, perdi a EBD. O Pr. não deve ter gostado das ausências e dos infiéis que cederam lugar às tentações da natureza. Entretanto, foi minha a culpa e nem deles também, mas das circunstâncias que foram propicias a isso: uma noite chuvosa, clima frio, um sono profundo e uma preguiça imensa. Geralmente isto não acontece comigo. Tomei café da manhã no horário do almoço e ia almoçar no horário da merenda. Mas isto não foi possível. Às 15 horas fui surpreendido com um convite de ir a um “pebol” de um grupo, até então, desconhecido. Larguei a minha montanha alimentar e me dirigi a este evento imperdível (rs). Um dia divertido de dentes quebrados e muitas risadas. Cenas inenarráveis e jocosas. A noite chegou, fomos para o culto e após o culto fomos dá uma volta na city. Primeira parada: a tão badalada “praças das águas que não tem água” (rs). Aff! Estou cansado de contar a história! (rs). Ficamos conversando, comendo, expiando e surgiu a idéia de irmos a tão famosa laje, após sermos misteriosamente observado por um individuo suspeito que nos circundava sorrateiramente. La chegando subimos aquele prédio abandonado e escuro. A lua iluminava apenas a apreensão e o medo de alguns que pensavam em monstros e demônios. (hauhauahuha). O lobo uivou e as pernas tremeram, mas intrépidos ficamos. (rs) Chegando ao topo tangível daquele local podemos observar o horizonte escuro e maravilhoso que nos rodeava. Momento de reflexão, conversas, acertos e preocupações. Um olhar para baixo, sensações incríveis e a liberdade aflorando com a adrenalina produzida num corpo sã e uma mente libertária. A curiosidade cessou e todos voltaram aos seus devidos lares para obedecer ao relógio da vida e aproveitar a noite de sono.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

QUEM SOU EU?





Acreditei um dia que meus planos eram imutáveis e que minhas decisões eram indiscutíveis. Entretanto, percebi que não é o simples fato de traçarmos objetivos que nos tornam pessoas de "palavra", são ainda as condições do tempo, pressão e temperatura que determinam o que podemos ser, ou seja, as circunstâncias e os circundantes que nos rodeiam que podem influenciar numa mudança de curso, numa ressignificação de valores e num traçar de novos objetivos.

A cada minuto que se transcorre, percebo que não sou mais o mesmo de ontem e nem muito menos serei amanhã o que sou hoje, isso porque a vida é dinâmica e as coisas, palavras e atos são mutáveis.

Creio que aprendo e apreendo a cada minuto; me construo e sou potencialmente destruível em miléssimos de segundos. Porém isto depende de minhas atitudes, de meus valores e do meu posicionamento frente a alguma coisa.


Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

QUAL O PREÇO DA SEGURANÇA?







O objetivo da polícia é promover a segurança pública. Esta, por sua vez, é dever do Estado, já que o indivíduo, enquanto ser social cede parte de sua liberdade para que o Estado exerça.
Vemos cada absurdo: a policia agindo como bandido e os, ditos bandidos promovendo segurança aos seus pares.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

VAMOS PROSAR PRA VIVER MELHOR


Imagem retirada de: agualisa6.blogs.sapo.pt


Por esses dias estava me lembrando de coisas engraçadas que acontecem no cotidiano de um indivíduo singular. Tem dias que nos ocorrem fatos, situações chamados popularmente de “saia susta”. Outros de essência jocosa que acabam sempre como motivo de piada entre amigos e familiares, ou mesmo, de entretenimento em momento de descontração.
Meu pai usa sempre um dito popular muito interessante, este é: “quando estamos sem sorte até o urubu de baixo caga o de cima”. É uma sábia filosofia, esta! De maneira bem humorada aconteceu algo similar ao meu tio há um tempo atrás (Redundante, né? rsrs).
Narração:
Lá estava ele em um lugar qualquer, passeando pelo “bosque”... (rs) quando foi surpreendido pela uma belíssima “nuvem de bosta”.
Você está se perguntando: “- nuvem de bosta?”
- Sim! Isso mesmo, caro leitor!
Acho que até meu tio não entendeu na hora. Mas seu ceticismo durou pouco tempo. Na verdade, durou até minutos antes de olhar para cima e ver que seus fiéis circundantes eram apenas educados e inteligentes urubus cagões. (kkkk)
Ele levou para casa, grudado em sua roupa, presentes inigualáveis de seus nobres e inteligentes urubus.
(“Eu aumento, mas não invento”, já dizia Nelson Rubens)... rsrsrs

Ontem foi um desses dias; não de cagadas, mas de coisas engraçadas.
Após ser “voluntário obrigado” (convocado pelo meu pai) a enfrentar uma fila de aproximadamente 1h de uma casa Lotérica aqui próximo da minha humilde residência, para pagar o IPTU e a taxa de coleta de lixo que compreensivamente o carteiro deixou no último dia de seu vencimento, percebi que meu humor não estava mais o mesmo de antes. Após esta experiência traumática, fui até uma casa Jaraguá comprar, juntamente com meu pai, xampu para os nobres e fiéis companheiros da cadela, comumente conhecidos como carrapatos. Logo em seguida, seguimos até um eletricista de carro, onde meu irmão estava. Lá nos deparamos com um Sr. de aproximadamente uns 70 anos. A partir desse momento, meu humor volta ao seu estado normal. O Sr. com um discurso de “vamos prosar pra viver melhor” começou a tagarelar incessantemente. Primeiramente, disse que nunca comeu peixe “pacú”, somente “pa-boca”. (ha ha ha). Também disse que o único “pacú” que conhecia tinha 40 metros e só se encontrava no banheiro. (snif)
Não parou um minuto sequer de falar. Disse-nos também que já viajou muito e nunca encontrou um carrapato; todos que ele já tinha visto eram a álcool, a diesel ou a gasolina. Agora um “carro a pato” seria inédito. (hi hi hi)
Além do mais, nos indagou se sabíamos parar o motor de carro somente com uma “reza”. Ficamos sem resposta! Entretanto, mais uma vez nos surpreendeu dizendo que “nem ele sabia”.
Senti-me como um menino de apenas 10 anos a conversar com aquele Sr. e senti também que o meu estado “humorsinal” (rs) tinha se alterado numa frenquência de 10/10; estava feliz novamente. Diante deste papo tão cabeça, tive a brilhante idéia de inscrevê-lo no intelectual show de humor do Tom. (rsrsrs)
(“Eu aumento, mas não invento”, já dizia Nelson Rubens)...
rsrsrs

Mas a lição que tiro para hoje é somente esta: Se você está triste, com raiva ou um urubu lhe cagou, então comece a prosar para viver melhor. (rsrsrs).

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

CONHECE-TE A TI MESMO



Imagem retirada de: altoeclaro.wordpress.com


O dia nublado e a sensação de uns 40°C de temperatura. Apesar da TV está ligada, a moça do tempo do jornal não anunciou nada ainda. Deve ser conseqüência do tão falado efeito estufa que todos falam, mas poucos sabem o que é isso. Na verdade, durante o nosso dia tentamos explicar muitos acontecimentos que nem tivemos o trabalho de pesquisar sobre o assunto; falamos com o senso comum feito um conceituado especialista do assunto. Até mesmo eu passo a querer compreender as várias situações que me ocorrem no decorrer do dia. Mas pelo ao menos busco elucidar a mim mesmo.
Até Sócrates buscou explicações: conhece-te a ti mesmo!
A arte do conhecer é a essência que move todas as coisas; o motor propulsor que faz do desejo a chama que alimenta as descobertas... Antes de se conhecer algo, devemos nos conhecer a nós mesmos.
Quando realmente nos conhecermos conheceremos o mundo, descobriremos que o simples fato de relacionar com o próximo é se relacionar com você mesmo.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

A HISTÓRIA E O COTIDIANO



Imagem retirada de: aobramagna.googlepages.com


No fim do dia você percebe a extraordinária história que é sua própria vida. O despertar com o toque irritante e persistente do celular. O Desejo de dormir mais cinco minutos que se torna tão grande ao ponto de pensar em partir em pequenas partículas o seu inseparável elemento digital, como se fosse à quebra de um átomo, só por que ele obedece às ordens sãs de um indivíduo insano, para acordá-lo. Ao levantar, percebe-se quão maravilhosa é a dádiva da vida e agradece a Deus por tudo. Toma um café preto. Come uma bolacha de água e sal e sai para labuta. Um dia cheio está a sua espera. Documentos a fazer. Toca o telefone e do outro lado da linha alguém só escuta a sua voz. A hora passa lentamente como se o dono do tempo mudasse a percepção de tudo. Senti-se o cansaço. Percorre o corredor rumo a lugar algum, o objetivo é ir para onde não se estava por que onde estava não queres ficar. Do dia ao fim, o trabalho se encerra e com ele se vai também à coragem de um leão. O retorno para casa ainda é um longo trajeto. Muitos carros, buzinas, sinais, rotatórias e o pedestre sem faixa. O sol esquenta as ruas e aquece o coração. Num bater constante e ininterrupto, o dia de sua morte, o impulsiona até o fim desejado. Em casa o almoço pronto. Tira-se a camisa. Abri-se a gaveta e as chaves são lançadas. Carteira e um pen driver de pouca capacidade encontram seu espaço. Em cima da cômoda o celular fica e com ele a vontade involuntária de adentrar ao um sono profundo e relaxante. O prato na mão começa-se a luta pela sobrevivência: arroz, feijão e o galeto com batatas. Os olhos se fecham e sussurros rápidos são ditos: “Pai, abençoe este alimento. Amém!” Em poucos minutos algo grandioso que se construiu, tornou-se apenas lenda. A cama o aguarda. Lençol no rosto e não se vê mais nada. Lá pelas dezesseis horas abrem-se os olhos e vê somente o pc. Rola uma empatia e você adentra o mundo virtual numa conexão de 49 Mbps. O tempo passa. Muitas conversas se vão. Escovam-se os dentes. Manda umas mensagens pelo celular. Ler a bíblia. Ora. E tudo se repente.

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

A BUSCA DE QUEM TU ÉS NO DIA DO SEU FUNERAL



Imagem retirada de: multidoes.blogspot.com


Não entendemos quem somos por que somos a soma de muitos olhares e perspectivas. Não saberemos quem somos, pois esta soma só se dará quando não estivermos mais aqui.

O verdadeiro eu só se manifesta na nossa ausência, na convergência e divergência de opiniões alheias ao nosso respeito. Entretanto, isto não importa.

Conhecer verdadeiramente quem somos é tão singular frente ao que fazemos; são nossas atitudes que nos definem.

Desse modo, se realmente queres saber quem és, então no dia de sua morte esteja lá, e saberás quem és!